sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

- tem alguém aih?

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Eu sempre me surpreendo quando me pergunto isso, jah que acredito tanto em Deus.
Mas acho que todo mundo tem seus momentos de olhar pro alto e pensar: "Vc tah me vendo? Por que naum me ajuda?". Mas acredito que pra saber que tenho Deus do meu lado, as coisas naum tem que estar sempre perfeitas. Afinal, ELE, além de nos segurar quando caimos, tem também a importante tarefa de nos fazer aprender o por que de termos caido, e como devemos nos comportar pra que isso naum aconteça mais.
Ele naum estah do nosso lado pra passar a mao em nossas cabeças, mas pra nos ensinar que a vida é bela sim, quando se vive direito.
Por piores que as coisas estejam em algumas situaçoes, eu SEI que tenho ELE do meu lado. Quando estou feliz, é a ELE que quero agradecer, quando estou triste, é ELE que me consola, quando estou perdida, é NELE que encontro forças pra seguir em frente. Porque "quando a noite se torna mais escura, é porque o sol estah prestes a nascer".
E quando esse sol nascer, vou olhar pra cima e agradecer.
"Eu sei que VC esteve aih o tempo todo, MUITO OBRIGADA."

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

No final é sempre você

E mais uma vez ela se arrependeu de ter dito sim. Lavou a boca, escovou os dentes, fez um longo bochecho com anti-séptico bucal e o gosto continua em sua saliva, em seus lábios, na sua memória.

Queria não pensar sobre, mas sua mente a torturava. Poderia não ser tão dura consigo se tivesse sido a primeira vez. Se não fosse reincidência tudo seria mais fácil. Ao menos sua consciência a absolveria.

“Céus...”, pensava ela, “como pude ser tão burra!”. Preferia ouvir isso de sua própria boca ao ouvir daqueles que diriam ter alertado-a com antecedência. Embora todos realmente tivessem tentado.

Agora ela ficaria se torturando por mais longos meses a fio enquanto ele estaria por ai, curtindo a vida como se nada houvesse mudado. Para ele nada havia mudado mesmo. Sua rotina continuava a mesma, os seus planos continuavam os mesmos, embora mais uma vez no singular.

Enquanto ele era carregado para a cama por seus amigos de balada, que acabavam de comemorar o teu retorno à ativa, ela se perguntava se por algum minuto ele também pensava nela. E ela sabia a resposta.

Em busca de um ombro amigo ela correu para aquele que jamais a abandonara. E mais uma vez ele a pegou no colo e amorteceu suas lágrimas, absorvendo todas elas. Afinal não era a primeira nem a última vez, já que era pra ele que ela sempre voltava. Ao menos seu travesseiro era fiel.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Borracha - Parte I

Hoje matei alguém... mas dexarei a confissão para o final.

Acho que postagens longas são cansativas, então dividi o post em duas partes.



Seria divertido se pudéssemos reescrever nossa história. Alguma coisa dar errado e simplesmente passar uma borracha, um corretivo e mudar algumas linhas. Mas seria fácil demais. Não teríamos que sofrer as conseqüências de nada.

Céus, como seria monótono!

Podemos mudar nosso status no orkut, apagar fotos no fotolog, deletar um perfil onde quer que seja, rasgar cartas, embora nada disso apague alguém da nossa vida. Mesmo assim podemos tentar. Quem sabe o ato não traga satisfação?

A gente pode ignorar alguém na rua, desviar o destino, porém essa pessoa nunca vai deixar de fazer parte da nossa vida. Afinal, todo mundo que atravessa nosso caminho deixa marcas e acaba fazendo parte do nosso passado e nosso passado faz parte de quem somos e nos acompanhará por toda a vida.

Nunca vamos apagar de nossa mente a lembrança de uma viagem e impedir que a sensação de reviver toda a dor de um acidente volte toda vez que passar por aquele local.

Querer recomeçar é direito de qualquer um. No entanto, ninguém recomeça do zero. Partimos sempre do capítulo dois em diante.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Sem...

Tem dias que a gente acorda e parece que estamos no mundo errado.
Ou sou eu que estou errada no mundo.

Nunca achei que me adaptaria facilmente, que tudo se colocaria no lugar com a maior rapidez.
Mas hoje acordei realmente com um grande vazio dentro do peito.
Seria estranho dizer o motivo, se na verdade eu mesma o desconheço.
Talvez seja a falta; talvez o excesso; talvez seja tudo uma fase.
Talvez sejam as coisas que eu deixei sem dizer, ou que descobri muito tarde pra que pudesse di-las.
TALVEZ.

Essa palavra me incomoda.
A incerteza, a falta de concretismo com que as coisas andam acontecendo, o vaguismo.
Eu sempre tendo a escrever tudo no preterito imperfeito.

Quando as coisas vão começar a se encaminhar pro futuro?
Quando vão acabar as incertezas?
Quando vou conseguir esclarecer o que ficou?
Quando vou saber o que aconteceria se eu tivesse tentado?
Quando?

Quando vou saber as respostas?

Preciso de um pouco de paz.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

A busca

Cansado de tanto se perguntar iniciou a caminhada em busca daquele que poderia satisfazê-lo. Atravessou montes e colinas, florestas e vales e até mesmo quilômetros de oceano. Vislumbrava-se ao visualizar o momento em que encontraria aquele que esclareceria suas dúvidas.

Uma de suas únicas certezas era que velho ansião que habitava o alto da montanha Sbull era um dos poucos a responder as perguntas que todos evitavam responder.

Após meses de forte sol durante toda o dia e frio escaldante durante toda a noite, conseguiu chegar à montanha Sbull. A cada passada rumo ao topo seu coração disparava mais. A ansiedade era demonstrada na palpitação em seu peito.

Frente a frente com o velho ansião, a decepção tomou conta do rapaz quando este ouviu de seu mestre. "A maior parte das respostas está contida nas perguntas.; Basta parar para refletí-las".

Frustado, sentou-se numa pedra ainda no alto da montanha e pode ver lá de cima grande parte do caminho que percorrera. Lembrou-se de detalhes da viagem e então se recordou de um texto que sua mãe um dia leu para ele, dizendo que a felicidade não é um destino e sim um caminho que percorremos. E assim descobriu que a maior de suas dúvidas havia sido respondida há tempos.

Foi a partir de então que ele passou a intensificar seus momentos. Prolongar os momentos de felicidade e reduzir o período de sofrimento. Afinal, quem decide por quanto tempo ficar triste ou feliz é você.

"A paz que você procura está no silêncio que você não faz" (Desconhecido)

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Sem ela

Assim que a porta se fechou ele pode suspirar e deixar sua máscara sobre a mesinha de centro. Não sabia por mais quanto tempo conseguiria suportar vestir aquele personagem tão sem sal. Na verdade, ele desejava interpretar ele mesmo, mas para isso precisava conhecê-lo.

Enquanto se encarava no espelho sentiu saudade de quando ela estava ao seu lado e isso o confundiu mais ainda. Não sabia se sentia falta dela ou se sentia mal por descobobrir tardiamente o que ela significava.

Embora sentisse vontade de ligar e dizer tudo o que quis dizer na última conversa entre eles, sabia que nada adiantaria e eles continuariam apenas sendo duas pessoas especiais uma para a outra. Valeria a pena jogar tudo pro alto por um sentimento incerto? Mas como ter certeza sem antes tentar?

Ela sempre fizera tão bem a ele, mesmo quando eles discutiam e ambos ficavam de saco cheio. Ria ao lembrar quando ela dava ordens e ele fazia questão de não cumprí-las. E hoje tudo isso era vazio. Um poço de lembranças que vinham quando necessárias.

Seu único desejo era mergulhar no poço e trazê-la de volta, resolver de uma vez por todas toda esta situação. Enquanto não pontuassem os "is" não poderia seguir e teria que recolocar a máscara ao atravessar a porta.

Rezou para que tudo desse certo, torceu para não ter que perguntar sobre seu namorado e mandar lembranças. Saiu da frente do espelho e decidiu voltar mais uma vez a realidade, longe da sua menina.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

A princesinha rosa, perfeitinha, viu o seu castelo desmoronar.

Muitas coisas estranhas têm se tornado normais...
Antigos segredos, coisas naturais.
Certezas induvidáveis, hoje, areia movediça.
Viver longe de pessoas amigas não é tão fácil quanto parecia.
Me vejo mais fraca do que pensava.
Me descubro mais forte do que imagino.
A princesinha rosa, perfeitinha, viu o seu castelo desmoronar.
Mas eu sou teimosa, não desisto fácil, nem tão fácil, nem tão difícil.
Ajo, reajo.
Fico invisível de vez em quando.
Me perco nos meus medos.
Ressurjo do infinito.
Mergulho, procuro, invisto, confio no destino. Faço meu destino.
Ando, brinco, canto, rio, até danço.
Perdôo, descubro meus erros, recomeço.
Me distraio.
Vivo, fujo do perigo, para o perigo, faço minha arte.